O Instituto Dr. José Frota (IJF), em Fortaleza, registrou uma taxa de 82% de autorização familiar para doação de órgãos e tecidos entre janeiro e julho de 2026. O índice supera a média nacional, estimada em aproximadamente 55%, segundo dados divulgados pelo hospital.

 

O resultado está relacionado ao trabalho realizado pela Equipe Hospitalar de Doação para Transplantes (e-DOT), que atua no acompanhamento de potenciais doadores e no acolhimento dos familiares durante o processo de decisão.

 

Julho teve recorde de doadores

 

Somente em julho, o IJF registrou 32 doadores, sendo 13 de múltiplos órgãos e 19 de córneas. O número representa o maior volume mensal registrado pelo hospital em 2026.

 

No acumulado de janeiro a julho, foram contabilizados 118 doadores de órgãos e tecidos. Desse total, 47 foram doadores de múltiplos órgãos e 69 de córneas.

 

A equipe responsável pelo processo é formada por 19 profissionais, entre enfermeiros, técnicos e médicos, que trabalham 24 horas por dia no acompanhamento dos casos e no atendimento às famílias.

 

Conversa com a família é fundamental

No Brasil, a autorização da família é indispensável para a doação de órgãos e tecidos após a morte. Mesmo que a pessoa tenha manifestado em vida o desejo de ser doadora, os familiares precisam autorizar a retirada dos órgãos.

 

Por isso, especialistas reforçam a importância de conversar previamente com familiares sobre a intenção de ser doador. O diálogo pode ajudar a família a conhecer e respeitar a vontade do ente querido no momento da decisão.

Após a autorização e a conclusão dos procedimentos necessários, os órgãos e tecidos seguem os protocolos do Sistema Nacional de Transplantes (SNT) e podem beneficiar pacientes que aguardam por um transplante em diferentes regiões do país.