Os bancários da Caixa Econômica Federal aprovaram o início de uma greve nacional por tempo indeterminado a partir desta quinta-feira. A deflagração do movimento ocorreu após ampla rejeição da proposta apresentada pela direção da empresa para o Acordo Coletivo de Trabalho. No Banco do Brasil, a paralisação teve adesão parcial, atingindo as praças em que as assembleias sindicais locais também recusaram a oferta patronal, enquanto outros estados optaram por aceitar os termos e manter a rotina regular.

 

O nó central do impasse entre os representantes dos trabalhadores e os bancos públicos reside na gestão e no custeio dos planos de assistência à saúde da categoria, como o Saúde Caixa e a Cassi. As lideranças sindicais argumentam que, apesar dos avanços observados nas mesas regionais e na convenção geral da categoria bancária com o setor privado, os pontos específicos referentes às garantias sociais e aos planos médicos das estatais não atenderam às reivindicações fundamentais dos empregados.

 

Em virtude das paralisações que podem comprometer o funcionamento presencial e o atendimento ao público nas agências físicas espalhadas pelo país, a orientação é para que correntistas e usuários busquem alternativas de atendimento remoto. Operações de rotina, transferências, consultas e pagamentos devem ser efetuados preferencialmente por meio dos aplicativos de celular, plataformas de internet banking, caixas eletrônicos e rede de lotéricas. As negociações seguem em aberto para a construção de novas propostas.