Trabalhadores do setor bancário no Ceará e em diversos estados brasileiros realizam uma paralisação de 24 horas nesta quinta-feira. O ato, organizado no âmbito da Campanha Nacional 2026 e confirmado pelo Comando Nacional dos Bancários e pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf), atinge o funcionamento de agências públicas e privadas. A decisão de cruzar os braços foi aprovada em assembleia da categoria após a rejeição das propostas apresentadas pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban).

 

A categoria cobra reajuste salarial com ganho real de 5% acima da inflação, valorização do piso salarial e elevação nos valores dos benefícios de vale-refeição e vale-alimentação. Outro ponto central das reivindicações envolve melhorias na Participação nos Lucros e Resultados (PLR). Segundo dados apontados pela Contraf, o setor bancário alcançou patrimônio líquido de R$ 1,2 trilhão em 2025, gerando lucro médio de R$ 438 mil por empregado, enquanto o percentual médio distribuído em PLR por bancos privados caiu de 14% em 1995 para cerca de 5,9% no último ano.

 

Além das pautas econômicas, as lideranças sindicais demandam avanços em segurança do trabalho, saúde, igualdade de oportunidades e preservação dos postos de trabalho. Durante o período de paralisação, que inclui orientação para que funcionários em regime híbrido ou remoto não realizem login nos sistemas, a recomendação repassada aos correntistas é utilizar caixas eletrônicos, aplicativos móveis e o internet banking para a execução de serviços essenciais, transferências e pagamentos. Uma nova rodada de negociação entre os representantes dos bancários e a Fenaban está prevista para ocorrer na próxima segunda-feira.