Uma operação da Polícia Civil do Ceará (PCCE) prendeu 12 pessoas suspeitas de integrar um núcleo de uma organização criminosa que, segundo as investigações, utilizava um grupo de WhatsApp para organizar atividades criminosas na Região Metropolitana de Fortaleza.

 

A ação foi realizada nesta quarta-feira (2) e cumpriu 12 dos 16 mandados judiciais expedidos pela Justiça. As ordens foram cumpridas em Fortaleza, Maracanaú, Pacatuba e Itapajé. A maior concentração de prisões ocorreu em um residencial localizado em Pacatuba, apontado pela Polícia Civil como a principal área de atuação do grupo.

 

Grupo de WhatsApp era usado para organização

 

A investigação teve início em 2025, depois que um suspeito foi preso e aparelhos celulares foram apreendidos. A análise do conteúdo dos dispositivos levou os investigadores até um grupo de WhatsApp chamado “Autoescola Fortaleza”.

 

De acordo com a Polícia Civil, apesar do nome, o grupo não tinha relação com aulas de direção. As conversas eram utilizadas, segundo os investigadores, para acompanhar a atuação dos integrantes, repassar orientações e organizar atividades criminosas.

 

As mensagens também indicavam uma divisão de áreas dentro de um residencial e o monitoramento de outros integrantes do grupo. Segundo a investigação, o espaço virtual ainda era utilizado para tratar de arrecadação de dinheiro e de rifas envolvendo armas de fogo e outros materiais bélicos.

 

Polícia encontrou conversas sobre “Tribunal do Crime”

 

Durante a análise do conteúdo dos celulares, os investigadores também identificaram conversas relacionadas ao chamado “Tribunal do Crime”.

 

A Polícia Civil, entretanto, informou que não confirmou que o grupo tenha determinado mortes. O material deverá continuar sendo analisado para esclarecer o funcionamento do núcleo investigado e a participação de cada suspeito.

 

Quatro mulheres estão entre os presos

 

Dos 12 presos nesta etapa, quatro são mulheres. Outros três alvos já estavam recolhidos no sistema penitenciário por envolvimento em outros crimes e tiveram mandados cumpridos durante a operação.

 

Os policiais também apreenderam mais de dez celulares, que passarão por perícia. Em um dos endereços vistoriados, foi localizada ainda uma porção de maconha.

 

A Polícia Civil informou que as diligências continuam para localizar os demais alvos que ainda não foram encontrados.

 

Investigação começou com celulares apreendidos

 

A operação é resultado de uma investigação que se estendeu desde 2025. A partir das informações extraídas dos primeiros aparelhos apreendidos, os policiais conseguiram identificar o grupo de WhatsApp e, posteriormente, mapear a estrutura e a atuação do núcleo criminoso.

Segundo o Departamento de Polícia Metropolitana, a ação integra uma estratégia de combate às organizações criminosas na Região Metropolitana de Fortaleza.