A atriz Paolla Oliveira voltou a denunciar o uso indevido de sua imagem em conteúdos produzidos ou manipulados com inteligência artificial (IA). Segundo o relato da artista, fotos e vídeos falsos com seu rosto estão circulando na internet sem autorização, incluindo materiais de teor sexual e gravações que simulam situações e falas que nunca aconteceram.

 

De acordo com Paolla, o problema deixou de ser um episódio isolado e passou a fazer parte de sua rotina. Para tentar impedir a disseminação das montagens e buscar medidas contra os responsáveis, a atriz afirma que precisa recorrer frequentemente a advogados.

 

A dimensão dos ataques também chamou atenção. Um levantamento citado na cobertura do caso identificou 198 anúncios falsos envolvendo a imagem de Paolla Oliveira em pouco mais de três meses. Desse total, 191 direcionavam os usuários para o Telegram, evidenciando a escala de distribuição dos conteúdos manipulados.

 

Atriz já havia denunciado o problema

Paolla Oliveira já havia falado publicamente sobre o uso de inteligência artificial para manipular sua imagem. Em 28 de junho de 2026, ela relatou que encontrava na internet fotos que nunca havia feito e vídeos nos quais aparecia dizendo coisas que jamais havia falado.

 

A atriz também afirmou que a situação não se limita a uma montagem específica: novos conteúdos continuam sendo produzidos e compartilhados com o uso de seu rosto, inclusive materiais de teor sexual.

 

O que são deepfakes sexuais?

 

Os chamados deepfakes sexuais são conteúdos falsos criados ou alterados digitalmente para fazer uma pessoa parecer estar em situações íntimas ou sexuais que nunca aconteceram.

 

Com ferramentas de inteligência artificial, é possível combinar o rosto de uma pessoa com outro corpo, modificar vídeos existentes ou até criar situações e falas fictícias. O resultado pode ter aparência realista e levar terceiros a acreditar que o conteúdo é verdadeiro.

 

No caso relatado por Paolla, a atriz afirma já ter encontrado materiais em que seu rosto foi associado a corpos que não são os dela, além de vídeos com falas que nunca pronunciou.

 

Paolla defende regras mais rígidas para a inteligência artificial

 

Além de denunciar os ataques, a atriz também defende a necessidade de ampliar a discussão sobre regras para o uso da inteligência artificial.

 

Paolla chama atenção para a velocidade com que essas ferramentas avançam e para a dificuldade de acompanhar os impactos provocados pelo uso indevido da tecnologia. A preocupação envolve não apenas quem produz as montagens, mas também as plataformas responsáveis pela distribuição desse tipo de conteúdo.

 

A criação de mecanismos mais eficientes para identificar, denunciar e remover conteúdos falsos está entre as medidas discutidas diante do crescimento dos deepfakes.

 

Problema também atinge mulheres anônimas e meninas

 

A denúncia de Paolla Oliveira também chama atenção para um problema que ultrapassa o universo das celebridades. Mulheres anônimas e meninas podem igualmente ser vítimas de montagens produzidas por inteligência artificial e enfrentar a rápida disseminação de conteúdos falsos.Um levantamento citado na cobertura do tema registrou 222 meninas vítimas de deepfakes sexuais em seis meses em escolas brasileiras.

 

A situação amplia debates sobre privacidade, segurança, violência digital e proteção da imagem, especialmente diante da facilidade de criação e compartilhamento desses materiais.Paolla já afirmou que o avanço tecnológico não criou a violência contra as mulheres, mas aumentou a velocidade e o alcance com que esse tipo de agressão pode ocorrer.