A Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestou favoravelmente à manutenção da prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), mas defendeu que ele permaneça sem a arma de fogo apreendida durante uma blitz envolvendo um de seus seguranças. O parecer foi enviado ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), nesta quarta-feira (1º).

 

Segundo o procurador-geral da República, Paulo Gonet, as investigações não identificaram elementos suficientes para caracterizar falta disciplinar de Bolsonaro que justificasse a revogação do benefício da prisão domiciliar. No entanto, ele afirmou que a atual condição jurídica do ex-presidente é incompatível com a posse de arma de fogo.

 

A arma, uma pistola Glock calibre 9 mm registrada em nome de Bolsonaro, foi apreendida no dia 15 de junho, durante uma abordagem policial em Brasília. O armamento estava com um segurança do ex-presidente, que acabou sendo indiciado por porte ilegal de arma de fogo de uso restrito.

 

Após a manifestação da PGR, o ministro Alexandre de Moraes ainda deverá analisar o parecer, ouvir a defesa do ex-presidente e decidir se a prisão domiciliar será mantida nos próximos dias.