Os empresários Samara Martins (Samara Pink) e Thiago Stabile, sócios da influenciadora Virginia Fonseca na marca de cosméticos WePink, passaram a ser investigados pela Polícia Civil de São Paulo (PCSP) por suposto envolvimento em um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC). Eles devem prestar depoimento nesta sexta-feira (31), na Delegacia de Investigações Criminais (Deic) de Santos.

 

A investigação apura uma possível ligação financeira entre os empresários e Karen de Moura Tanaka Mori, conhecida como "Japa do PCC", apontada pela polícia como viúva de um integrante da cúpula da facção criminosa. Segundo os investigadores, há suspeitas de que recursos oriundos do tráfico de drogas tenham sido utilizados em empresas dos setores de beleza, imóveis e negócios considerados de fachada.

 

De acordo com o inquérito, Samara Pink e Thiago Stabile mantiveram uma sociedade empresarial com Karen Mori entre 2017 e 2022, período em que participaram da expansão da rede Pink Lash, voltada ao mercado de estética. A Polícia Civil busca esclarecer se houve movimentações financeiras com origem ilícita ou utilização das empresas para ocultação de patrimônio.

 

Até o momento, Virginia Fonseca não é investigada no caso. Em nota, a assessoria da influenciadora informou que ela não irá comentar a investigação. Os empresários ainda deverão apresentar esclarecimentos às autoridades durante os depoimentos marcados para esta sexta-feira.