O Tribunal Regional Eleitoral do Ceará (TRE-CE) decidiu, por unanimidade, manter a prisão preventiva do vereador de Sobral Carlos do Calisto (PSB), investigado por supostas ligações com integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC). A defesa havia pedido a substituição da prisão por uma medida menos gravosa.

 

Carlos do Calisto está preso desde a deflagração da Operação Omertà, realizada em agosto deste ano para investigar suspeitas de envolvimento de agentes políticos com organizações criminosas e de interferência nas eleições.

 

Segundo as investigações, o vereador é apontado como um possível interlocutor entre lideranças do PCC e integrantes do meio político. A expressão “porta-voz” utilizada no caso se refere à suspeita de que ele teria atuado na transmissão de demandas e orientações atribuídas a integrantes da facção.

 

A decisão do TRE-CE mantém o parlamentar preso enquanto as investigações avançam. A defesa, por sua vez, sustenta que não há elementos suficientes para justificar a manutenção da prisão preventiva e busca a liberdade do vereador por meio das medidas judiciais cabíveis.

 

Operação também prendeu outros vereadores

 

A Operação Omertà levou à prisão de três vereadores de Sobral: Carlos do Calisto (PSB), Mário Vicktor (União Brasil) e Junim do Povo (Podemos). Os parlamentares também foram afastados dos respectivos mandatos por determinação judicial.

 

As investigações apuram possíveis relações entre agentes públicos e organizações criminosas no contexto eleitoral. Os suspeitos, contudo, têm direito à defesa e à presunção de inocência enquanto não houver condenação definitiva.