Em uma reviravolta que chacoalhou os bastidores da política nacional, o deputado federal Aécio Neves (PSDB) anunciou oficialmente a desistência de sua pré-candidatura à Presidência da República. A decisão ocorre logo após uma série de diálogos estratégicos e o surpreendente aceno de apoio do ex-ministro Ciro Gomes (PDT), que vinha defendendo uma unificação de forças de centro-esquerda e centro-direita contra a polarização tradicional.

 

Segundo interlocutores próximos, o recuo de Aécio foi selado após uma longa reunião de alinhamento político. Aécio Neves optou por priorizar a consolidação de uma bancada forte no Congresso Nacional e a unidade de sua federação partidária, entendendo que o momento exige "desprendimento e foco na estabilidade democrática".

 

"O Brasil precisa de pontes, não de mais muros. Minha decisão de não concorrer ao Planalto visa abrir espaço para um projeto de convergência nacional", declarou o tucano em nota oficial enviada à imprensa.

 

Com a saída de Aécio do páreo presidencial, as atenções se voltam agora para como o PSDB e o grupo liderado por Ciro Gomes vão reorganizar o xadrez eleitoral para os próximos meses.