Os Estados Unidos anunciaram nesta segunda-feira (24) uma nova ofensiva econômica contra o Irã, ampliando a pressão financeira sobre o país e ameaçando também empresas e nações que mantêm relações comerciais com Teerã.

 

A medida foi anunciada pelo secretário do Tesouro americano, Scott Bessent, que classificou a iniciativa como um “Dia D econômico”. O objetivo declarado pelo governo de Donald Trump é reduzir as fontes de receita do Irã e aumentar o isolamento financeiro do país.

 

A nova estratégia amplia o alcance das chamadas sanções secundárias, que permitem aos Estados Unidos penalizar terceiros que mantenham determinadas relações comerciais com o governo ou empresas iranianas.

 

Setores são alvo das novas medidas

 

O pacote anunciado pelos EUA inclui sanções contra dezenas de pessoas, empresas e embarcações ligadas a atividades consideradas importantes para a geração de receitas do Irã.

 

Entre os setores atingidos estão ativos digitais, tecnologia, ouro, aviação e transporte marítimo. Mais de 60 indivíduos, entidades e embarcações foram incluídos nas novas medidas.

 

Washington também pretende pressionar países que continuam fazendo negócios com o Irã para que encerrem essas relações ou enfrentem possíveis consequências econômicas.

 

A estratégia aumenta a pressão principalmente sobre importantes parceiros comerciais de Teerã, como China, Turquia, Índia e Rússia. A China é particularmente relevante por ser uma das principais compradoras do petróleo iraniano.

 

Irã ameaça países que aderirem às sanções

 

O governo iraniano reagiu às novas medidas e afirmou que países que colaborarem com a ofensiva americana poderão sofrer consequências.

 

Autoridades de Teerã também questionaram a eficácia das sanções e rejeitaram as alegações de Washington sobre a situação militar e nuclear do país.

 

A escalada ocorre em meio às tensões envolvendo o Estreito de Ormuz, uma das principais rotas para o transporte mundial de petróleo. A situação aumenta as preocupações sobre o impacto das disputas no comércio internacional e nos preços da energia.

 

Pressão pode afetar comércio global

 

A ofensiva americana amplia a disputa econômica entre Washington e Teerã e coloca empresas de outros países diante de uma escolha: manter relações comerciais com o Irã ou reduzir a exposição às sanções dos Estados Unidos.

 

O governo Trump afirma que a estratégia busca impedir que o Irã obtenha recursos para financiar suas atividades militares e seu programa nuclear.

 

Com a ampliação das sanções secundárias, a medida pode gerar novos impactos sobre petróleo, transporte marítimo, comércio internacional e mercados financeiros, especialmente caso grandes parceiros econômicos de Teerã sejam diretamente atingidos.